As pesquisadoras Laura Giurge e Vanessa Bohns publicaram um artigo no Harvard
Business Review com dicas para evitar o burnout durante o home office, pois muitos
trabalhadores colocam uma pressão maior em si mesmos para produzir longe de
seus chefes. Elas alertam que, ao trabalhar de casa, perde-se a diferenciação entre o
pessoal e o profissional, por isso a importância de que mesmo no home office, a
pessoa continue se vestindo como se estivesse indo para o escritório. Giurge e
Bohns também sugerem criar um cronograma e sempre manter a separação entre
trabalho e a vida em casa, além de focar sempre nas grandes tarefas. Trabalhadores
que estão “ligados” o tempo todo têm risco maior de burnout quando trabalham em
casa.

 

Como evitar o burnout durante o trabalho em casa

O home office não te impede de sentir estresse ou até mesmo sofrer síndrome de
burnout: veja algumas dicas para evitar isso.

O trabalho remoto em casa, conhecido como home office, se tornou ferramenta
necessária com a pandemia do novo coronavírus. Estar em casa, no entanto, não
significa que sua saúde mental não pode sofrer das mesmas mazelas que as de um
escritório.

As pesquisadoras Laura Giurge e Vanessa Bohns publicaram um texto no Harvard
Business Review com dicas de como se manter saudável mentalmente e evitar
síndrome de burnout durante o período de home office. Segundo elas, parte do
problema é da pressão que você pode colocar em si mesmo para produzir longe de
seus chefes, aumentando seu estresse e tempo de trabalho.

 

Confira as dicas:

 

Mantenha limites entre a sua vida pessoal e profissional

 

Segundo Giurge e Bohns, a mente humana utiliza diversos marcadores para
determinar quando se está “trabalhando” e quando se está “em descanso”.
Normalmente, envolvem fatores relacionados ao ritual de trabalho. Por exemplo, o
deslocamento de sua casa ao local de trabalho é um marcador, assim como a roupa
que você usa.

Ao trabalhar de casa, esses marcadores são perdidos, misturando o que é pessoal e
o que é profissional. Por isso, elas indicam que você mantenha essa separação no
home office. Mesmo trabalhando de casa, continue se vestindo como se estivesse
indo para o trabalho normalmente. Também ache alguma rotina que substitua o seu
deslocamento diário, como uma leve atividade física.

 

Seja claro com o seu tempo

 

Estar em casa pode te dar algumas responsabilidades a mais que não existiriam no
dia a dia comum de trabalho. Isso vale em especial para quem tem filhos, que
também estão em casa por conta do coronavírus.

Giurge e Bohn acreditam que o melhor a ser feito é ter uma separação clara entre
trabalho e vida em casa. Uma sugestão, por exemplo, é criar um cronograma mais
flexível de trabalho, dedicando algumas horas do dia para cuidar dos filhos, ou ajudar
nos afazeres domésticos.

Elas também acreditam que chefes deveriam abrir o canal de comunicação com seus
funcionários, para que todos tenham tempo para cuidar da família e da casa durante a
crise.

 

Foque no que importa

 

O home office não é hora de se preocupar com assuntos triviais. Segundo as
pesquisadoras, a preocupação com manter a aparência de que se está trabalhando
faz com que funcionários se preocupem com tarefas que demandam muito, mas
podem importar pouco.

Apesar da estratégia de focar em coisas menores ajuda no curto prazo, afeta
negativamente no longo prazo e pode causar burnout. Portanto, o melhor a se fazer é
focar em tarefas maiores e mais importantes.

O tempo do expediente nunca esteve tão fragmentado. Por isso, focar em tarefas
mais importantes podem te ajudar a focar e levar com mais tranquilidade o tempo em
casa.

“Trabalhadores que estão ‘ligados’ o tempo todo têm um risco maior de burnout
quando trabalham em casa, comparado ao trabalho no escritório,” concluem Giurge e
Bohns. “Precisamos encontrar novas maneiras – e ajudar outros a fazerem o mesmo –
para criar tempo longe do trabalho e espaço mental.”

(Época Negócios).

 

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A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou, na quinta-feira (9/4/2020), novas medidas de crédito imobiliário, que vão injetar R$ 43 bilhões na economia brasileira, com carência de seis meses tanto para pessoas físicas como para empresas. No total, o banco público já anunciou R$ 154 bilhões em dinheiro novo para o mercado de crédito.

A estimativa é de que a nova medida permita a construção de 530 unidades habitacionais. “Esta medida é muito importante porque permite que as empresas continuem trabalhando normalmente, pequenas, médias e grandes”, disse.

O presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou que, em caso de extensão da crise causada pela pandemia do COVID-19, a CEF poderá atuar novamente, ampliando as linhas de crédito, por exemplo. “Entendemos que com isso manteremos 1,2 milhão de empregos”, disse.

Segundo ele, é esperado que, em troca da medida, não haja demissões por parte das empresas. “Isso (seis meses de carência) nunca aconteceu e reforça o equilíbrio entre o problema social, de saúde, e da economia, que não deixa de ser social também já que visa evitar demissões e falta de salário”, observou.

Com mais recursos, as empresas podem financiar as construções com a linha de crédito e manter suas atividades e seus funcionários em um momento de queda da receita por conta da crise.

(CNN Brasil).

 

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Para alguns profissionais, as visitas presenciais são necessárias para alavancar
vendas, no entanto, com as restrições impostas, outros caminhos terão que ser
tomados.

Com o agravamento da crise ao ponto da Organização Mundial da Saúde declarar o
coronavírus (Covid-19) como pandemia, empresas e organizações do mundo inteiro
têm limitado as atividades de seus colaboradores. Umas das medidas é incentivar o
trabalho via home office. Porém, o que os profissionais que atuam na área comercial,
sejam vendedores, televendas e representantes comerciais podem fazer neste
momento?

Segundo o especialista em vendas, professor Isaac Martins, mestre em Comunicação
Organizacional e autor de vários livros, “infelizmente em alguns segmentos as metas
precisarão ser revistas e que os gestores da área de vendas terão que se adaptar”. A
verdade é que para alguns profissionais, as visitas presenciais são necessárias para
alavancar vendas, no entanto, com as restrições impostas, outros caminhos terão que
ser tomados. O professor Isaac apontou alguns caminhos, que são:

 

Uso do telefone

 

Em situações de risco, onde as visitas aos clientes são evitadas, a ideia é usar o
telefone, afirma Martins. “O telefone é um meio de comunicação muito eficaz, através
dele o profissional de vendas pode aumentar sua performance. Porém, não basta
pegar o telefone e sair ligando, há necessidade de montar uma abordagem ou script
para que as ligações sejam mais assertivas”, completa o especialista.

Prof. Martins aponta alguns dos objetivos dessa ligação. “Pode-se ligar para
relacionar com os clientes atuais, fazer novos pedidos ou até mesmo prospectar
futuros clientes. É claro que a maioria dos vendedores já usam o telefone para se
relacionar, no entanto, o incentivo aqui é usar de maneira mais sistêmica.”

 

Importância da base de contatos

 

Além de usar o telefone para contatar os clientes, é bom aproveitar o momento do
trabalho home office para capturar novos prospects. Faça uma pesquisa minuciosa
do público alvo, target e persona. O que importa não é a quantidade de contatos
achados, mas sim a qualidade. “Essa pesquisa pode ser no próprio Google, no
Instagram, no Facebook e também no LinkedIn. Peço para os vendedores acharem
15 contatos alvos diariamente, se o vendedor chegar próximo a esse número seus
resultados pós coronavírus (Covid-19) serão surpreendentes”, ressalta o prof. Isaac
Martins.

 

WhatsApp

 

De acordo com a pesquisa Mensageria no Brasil – fevereiro 2020, publicada pela
Panorama Mobile Time/Opinion Box, 76% dos brasileiros usam de maneira
comercial, 61% recebem promoções e 54% compram pelo app. Em vista disso, o
WhatsApp é a maior arma para quem vai trabalhar via home office na época de surto
do coronavírus.

“O WhatsApp tem recursos que podem mudar o cenário comercial na era digital”,
comenta Martins. Hoje são milhões de mensagens de compra e venda a cada
momento. Pesquisas apontam que a maioria dos usuários brasileiros não usam todos
os recursos disponíveis pelo aplicativo. “Os profissionais de vendas podem usar o
recurso de vídeo para realizar visitas virtuais, a criação de um grupo estratégico com
os clientes para manter o canal de comunicação aberto e até mesmo usar os status
para vender mais” explica o professor.

O incentivo é mais uma vez investir em conhecimento. Hoje os vendedores já usam o
WhatsApp no seu dia a dia, porém com mais informações conseguirão acelerar a
performance.

O especialista em vendas listou algumas atividades que os vendedores podem fazer
nesse período turbulento:

– Utilizar o telefone para se relacionar com os clientes.

– Realizar ligações para toda a rede de contatos, mesmo os inativos e inadimplentes.

– Ter uma lista de prospecção e entrar em contato buscando obter avanços.

– Utilizar todas as ferramentas do WhatsApp.

– Enviar e-mails para toda a base de dados.

– Realizar chamadas de vídeos.

– Agendar reuniões pelo Skype.

– Ter uma agenda diária das atividades para manter o foco.

– Todos os dias reportar as atividades realizadas para o gestor.

– Aproveitar esse período para fazer cursos on-line.

O professor Isaac faz um grande alerta: “cuidado para não deixar esse assunto tomar
conta da sua vida! Por mais grave que seja, alimentar a mente o dia todo com
informações, pode deixar o profissional desanimado e impedir a produtividade.”
Martins argumenta que a confiança e automotivação do vendedor é fundamental para
o sucesso e que as notícias podem afetar nisso.

O fato é que o coronavírus está mexendo com a vida de todos. Esperamos que os
contratempos desse vírus sejam os menores possíveis, mas não podemos perder a
esperança de que vamos superar. É preciso confiar que em breve tudo voltará ao
normal.

(Estadão Conteúdo, com adaptações).

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O primeiro passo para lidar com a crise da pandemia causada pelo Covid-19 é reconhecer que é preciso buscar alternativas rápidas para acelerar a tomada de decisões e a implementação das ações. Segundo Ana Paula Alfredo, especialista em Liderança e Desenvolvimento de Pessoas, duas ferramentas são as mais eficazes para as organizações: a comunicação e a transparência. A especialista compartilha algumas dicas para que as empresas enfrentem esse cenário e possam agir de forma a minimizar os impactos causados por uma situação de crise tão severa, confira:

 

Reunião do time de liderança da organização

Nessa reunião deve ser conhecida a crise, com detalhes, serem levantados impactos para as diferentes áreas da organização, decidido como será a diretriz geral de atuação e, principalmente, como será o processo decisório, de forma a conferir agilidade e alinhamento de posicionamento.

 

Elaboração do Plano de comunicação

As pessoas devem ser informadas rapidamente e por um canal formal. Algumas vezes é necessário o pronunciamento do presidente, ou diretor da empresa, outras vezes, apenas os canais de comunicação oficiais são acionados. Deixar claro onde devem ser concentradas as dúvidas e onde cada informação estará disponível. O plano de comunicação deve ser previsto para dentro e para fora da organização, incluindo todos os envolvidos: clientes, fornecedores, acionistas, parceiros, comunidade local etc. Alinhe o que pode ou não ser dito, e como deve ser dito. Contatos com imprensa, órgãos fiscalizadores, inclusive publicações pessoais devem ser incluídas na recomendação da empresa.

 

Oriente o corpo gerencial

Normalmente essa é a forma mais eficiente e rápida de transmitir as informações, dirimir dúvidas e agilizar a implementação das atividades.

 

Monitore as informações

É importante estar à par de todas as informações e compartilhar com o time de liderança da organização para garantir o andamento conforme o esperado e já antecipar necessidades de ajustes no processo decisório, ou de comunicação.

 

Crie um grupo de crise

Mobilize o menor grupo possível para cada tarefa, mas garanta a eficiência de cada parte. Algumas vezes durante um período de crise, algumas áreas devem continuar funcionando. Por isso, retirar pessoas de sua rotina, sem necessidade, pode ser prejudicial.

 

Seja transparente e fale a verdade

As pessoas buscam e anseiam por informações. Deixar de falar não é uma alternativa. Alguém ocupará esse papel, ainda que fora do seu controle. Fale a verdade. A primeira vez que uma mentira for dita, o canal automaticamente será anulado do ponto de vista formal.

 

Cuide das Pessoas

Se preocupe com as pessoas e como elas se sentirão, seus medos e inseguranças. Seja o de perder o emprego, ficar doente etc. Crie esses espaços para ouvir. Principalmente se a crise for duradoura.

 

Lembre dos valores da organização

Nessas horas eles são excelentes orientadores da forma como tudo pode e deve ser feito.

E depois que a crise passar, fale sobre ela, registre os aprendizados e reflita sobre um novo modelo de operação. Se a crise foi gerada internamente, garanta seu reflexo nos processos. Organizações que aprendem conseguem melhores resultados.

(Administradores, com adaptações).

 

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Em tempos de quarentena e de ruas quase desertas, comerciantes e empresários
buscam soluções para protegerem seus estabelecimentos, fechados em virtude de
decretos municipais e estaduais.

Alguns recorrem aos sistemas eletrônicos de monitoramento. Outros preferem
contratar empresas de videomonitoramento 24 horas, enquanto muitos optam por
pagar vigilantes que fazem rondas noturnas de moto.

Seja qual for o modelo adotado, o importante, na opinião do especialista em
segurança patrimonial Heverton Guimarães, é adotar medidas de proteção que levem
em conta as características e a localização de cada empreendimento.

“A situação de quarentena guarda certa semelhança com os períodos de férias,
quando os roubos e invasões aumentam em torno de 15%. No entanto, como as
pessoas estão confinadas em suas residências, os delitos passam a ser mais
direcionados para os comércios e empresas”, afirma Guimarães, que também é um
dos fundadores da SuperSeg Brasil, franquia especializada em sistemas de
segurança eletrônica.

 

Mais visados por bandidos

Entre os empreendimentos, o especialista em segurança aponta as lojas de rua e os
barracões – que servem tanto como depósitos quanto como empresas ou pequenas
fábricas – como os imóveis mais visados por bandidos.

Em uma loja de rua, segundo Guimarães, é muito mais fácil e rápido vandalizar uma
vitrine e roubar as mercadorias em comparação com uma loja localizada em um
shopping center, por exemplo.

 

15% durante quarentena

“Já nos barracões, especialmente aqueles localizados em lugares mais isolados,
sem vizinhança ou periféricos, o bandido dispõe de mais tempo para arquitetar uma
invasão, o que lhe dá certa vantagem. Note que o vetor em comum nessas duas
situações é o tempo”, explica.

 

Dicas de proteção

Entre as inúmeras dicas de proteção, algumas delas, de acordo com Guimarães, são
fundamentais. A primeira é utilizar sistemas de monitoramento eletrônico, como
alarmes, câmeras, sensores de presença, entre outros.

Esses sistemas podem ser tanto automonitorados, quanto feitos por meio de
empresas terceirizadas com monitoramento externo 24 horas. O vigilante de moto, se
bem preparado, também ajuda nesse sentido.

Controle biométrico e fechaduras inteligentes – que dispensam o uso de chaves – são
outros dispositivos tecnológicos que auxiliam na proteção patrimonial.

As condutas e hábitos das pessoas também são importantes para aumentar a
segurança. Uma das medidas é a utilização de travas que só possam ser
manipuladas pelo lado de dentro dos estabelecimentos. “Isso retarda a ação
delituosa”, diz Guimarães.

É prudente sempre desconfiar de pessoas que solicitem adentrar o imóvel citando
motivos de manutenção, prestação de serviços ou se identificando como agentes de
saúde. Exigir algum tipo de identificação ou certificação desses profissionais é
fundamental.

Em caso de árvores ou arbustos localizados perto de portas e janelas, é
recomendável mantê-los podados. Muitas árvores costumam ser utilizadas como
esconderijos ou como meio de acesso para adentrar nos estabelecimentos, como
uma escada.

Substituir lâmpadas externas queimadas, instalar olho mágico e cerca elétrica, e
evitar portas de vidro em áreas que se conectam a pátios ou jardins também reforçam
a segurança.

“Evite se expor demasiadamente em redes sociais com comentários sobre viagens
ou férias”, aponta Guimarães.

 

Mínimo contato físico

Com o coronavírus, qualquer equipamento que minimize contatos físicos entre
pessoas ou mesmo com superfícies e objetos de uso coletivo, são alternativas
interessantes de proteção.

Na área de segurança patrimonial, segundo Guimarães, existem opções que se
encaixam nesse perfil. Entre elas estão os acionadores de portas e portões por
infravermelho ou QR Code, monitores de proximidade, leitores faciais, etiquetas para
veículos, além das portarias remotas para condomínios, que não deixam o porteiro
exposto e evitam o contato do mesmo com os condôminos.

 

ACSP fará interlocução

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) está preocupada com a segurança
dos seus associados e do comércio como um todo durante o período de quarentena.

De acordo com o economista da entidade, Marcel Solimeo, já há relatos de saques
em estabelecimentos comerciais. “Há uma preocupação de que, com o
prolongamento das restrições, esses casos possam se tornar mais rotineiros”, afirma.

Uma alternativa para aumentar a segurança, segundo Solimeo, seria a adoção de
ações conjuntas entre os comerciantes, como a instalação de câmeras em ruas ou
polos comerciais, de forma a criar uma “rede de proteção”, que poderia envolver
também vizinhos e grupos comunitários.

Outra iniciativa é aproveitar a capilaridade e a representatividade de cada uma das
15 distritais da ACSP para que elas sirvam de interlocutoras dos comerciantes e de
suas demandas junto à polícia em suas respectivas áreas de atuação.

Muitos dirigentes e conselheiros das distritais, inclusive, fazem parte dos Conselhos
Comunitários de Segurança (Consegs) dos bairros.

(Diário do Comércio).

 

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Empresas que operam com vendas aos consumidores finais devem informar os
dados do consumidor na Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFCe) quando o
valor da operação for igual ou superior a R$ 1.000 (mil reais). Nas vendas com valor
inferior a identificação é facultativa, ou seja, só é exigível se a pessoa que estiver
comprando solicitar.

No caso de pessoas jurídicas o CNPJ precisa ser informado, já em relação à pessoa
física é inserido na nota fiscal o CPF ou o Registro Nacional de Estrangeiro (RNE).

O limite mínimo para identificação do consumidor na NFCe atende ao disposto no
Ajuste SINIEF (Sistema Nacional de Informações Econômicas e Fiscais) 19/2016, do
Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que permite a cada Estado a
autonomia para estabelecer o valor das compras. Em Mato Grosso o valor e prazo de
vigência constam no Decreto nº 435 publicado nesta quarta-feira (01/04/2020), no
Diário Oficial.

Até o mês de fevereiro de 2020, a identificação do consumidor só era obrigatória em
compras acima de R$ 10 mil. A pedido dos representantes do comércio, a Sefaz
permitiu a emissão das notas fiscais sem os dados do comprador durante o mês de
março, para que ajustes nos sistemas emissores de NFCe fossem realizados pelos
contribuintes.

A redução do limite de R$ 10 mil para R$ 1.000 tem como objetivo evitar fraudes
fiscais e garantir a segurança e o controle das operações comerciais. De acordo com
o Fisco Estadual é comum e corriqueiro contribuintes, pessoa jurídica, realizarem
compras de mercadorias em redes de “atacarejo”, por exemplo, para revenda em seu
estabelecimento comercial sem recolher devidamente o Imposto sobre Mercadorias e
Serviços (ICMS).

A inclusão dos dados pessoais na NFCe vai permitir, ainda, que o consumidor tenha
assegurado o seu direito de obter o documento fiscal da venda. Com a nota fiscal, ele
pode registrar uma reclamação nos órgãos de defesa ou solicitar a troca da
mercadoria. Além disso, é por meio desse documento fiscal que ocorre a tributação,
que é revertida no incremento da arrecadação estadual, possibilitando ao Estado
realizar mais investimentos em ações para a sociedade.

A emissão de nota fiscal do consumidor eletrônica (NFCe) é uma obrigação do
estabelecimento comercial, inclusive com o CPF, RNE ou CNPJ quando for solicitado.
O não cumprimento da exigência traz penalidades, inclusive financeiras, com os
pagamentos de multas.

(O Documento).

A Explend Soluções possui sistema para emissão da Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFCe), simples e de fácil utilização. Caso você necessite implantar, ou migrar de Cupom Fiscal para a NFCe, é só falar com a gente nos contatos abaixo.

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